Painel Descobrimento é cedido para exposição no Museu Nacional da China

O painel Descobrimento ao Instituto Portinari foi cedido para integrar a exposição O Brasil de Portinari, que está em cartaz no Museu Nacional da China, em Pequim, até 10 de outubro de 2026. A mostra constitui um dos principais eixos do Ano da Cultura e Turismo Brasil–China 2026, iniciativa voltada ao fortalecimento do intercâmbio cultural entre os dois países.

A exposição é a maior já realizada sobre o artista na Ásia. Trata-se de uma mostra de grande escala — artística, tecnológica e diplomática — reunindo cerca de 60 obras originais provenientes de importantes acervos institucionais, como os do Ministério das Relações Exteriores, do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O conjunto apresenta uma ampla visão do Brasil, retratando o povo, o trabalho, as festas populares, a cultura, bem como aspectos sociais e históricos do país. Além do conjunto de obras, a exposição conta com uma experiência digital imersiva, com projeções em grande formato, concebidas por Marcello Dantas, responsável também pela curadoria do novo Museu de Valores.

A mostra O Brasil de Portinari reúne, em um único evento de grande relevância internacional, obras emblemáticas do artista que retratam a formação histórica, social e cultural do Brasil. A presença do painel Descobrimento na mostra amplia a visibilidade do acervo artístico do Banco Central do Brasil e reafirma o compromisso da instituição com a preservação e a difusão do patrimônio cultural brasileiro, além de contribuir para a projeção internacional da arte brasileira. 

A obra 

O painel Descobrimento (1956), de Candido Portinari, destaca-se por sua relevância artística e histórica. Na obra, a chegada das embarcações portuguesas é apresentada sob a perspectiva dos povos indígenas, que ocupam o primeiro plano da composição. Ao conferir destaque a esses personagens, o quadro oferece uma abordagem que difere das representações convencionais, geralmente centradas nos portugueses.

A obra integra o conjunto, pertencente ao acervo do Museu de Valores, de 12 painéis da coleção Cenas Brasileiras em que Portinari aborda temas relacionados à história e à formação da identidade brasileira. 

Museu 

O Museu Nacional da China, um dos maiores e mais relevantes museus do mundo, recebe anualmente mais de 7 milhões de visitantes. Nesse contexto, a organização estima um público aproximado de 4 milhões de visitantes ao longo dos quatro meses de exibição, o que garante ampla visibilidade internacional ao acervo do Banco Central. 

A cessão da obra não implicou ônus para o BC, sendo todas as despesas custeadas pelo projeto da exposição. O transporte e o manuseio foram realizados por empresa especializada em logística internacional de obras de arte, com cobertura de seguro do tipo “all risks” durante todo o período da cessão. A chefe do Museu de Valores, Karla Valente, viajou para acompanhar a montagem da exposição, a convite do projeto.

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