Dólar abaixo de R$ 5: o que explica a queda da moda americana?


Dólar
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
As decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm elevado as incertezas no mercado financeiro e feito investidores buscarem alternativas de investimentos em outros mercados pelo mundo.
E é exatamente a busca por ativos fora dos EUA que explica essa maior desvalorização do dólar. Nesta segunda-feira (13), por exemplo, a moeda americana marcou o 4º dia seguido de queda frente ao real e fechou abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos.
Isso acontece porque, quando entra mais dinheiro do que sai do país — que é o que acontece quando investidores internacionais veem oportunidades na bolsa ou em outros ativos brasileiros —, há uma maior venda de dólares em troca de reais. Com isso, aumenta a oferta da moeda americana no mercado, o que pressiona o preço do dólar para baixo.
“Houve um rearranjo de realocação do capital global que fez com que o dólar sofresse não só contra o rela, mas contra diversas outras moedas”, explica o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves.
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O resultado reflete, principalmente, os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre os EUA e Irã, no fim de semana, Trump determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz a navios que circulem pela rota de ou para portos iranianos.
As incertezas em torno das decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados globais. Esse movimento não apenas tem fortalecido o real no Brasil, como também enfraquecido o dólar em relação a outras moedas ao redor do mundo.
A decisão voltou a acender o alerta pelo mundo em relação a uma nova alta nos preços do petróleo, que atualmente oscilam no patamar dos US$ 100.
Castro, da Avenue, reforça, ainda, que a perspectiva de que os países envolvidos no conflito possam chegar a um acordo também tem ajudado o real a se valorizar ante o dólar.
“Vale lembrar que o Brasil está relativamente bem posicionado dentro do mundo emergente porque ele é um exportador líquido relevante de commodities. Isso ajuda a balança comercia brasileira e melhora as contas externas”, afirma o estrategista, reforçando que isso também favorece o real.
*Esta reportagem está em atualização

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