O Palácio do Planalto está fechando numa nota oficial que irá ser divulgada ainda nesta sexta-feira (29) em reação ao anúncio dos Estados Unidos de equipararem a terroristas as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
O texto reforçará os danos que a medida podem trazer à economia do país, inclusive ao PIX.
Ponto central da posição do governo será reforçar que a parceria com os EUA no combate ao crime organizado continua forte, apesar da medida anunciada nesta quinta, assim como outras parcerias para combater as facções.
Segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, Lula não quer um enfrentamento com a gestão de Donald Trump.
Na arena eleitoral, a estratégia será reforçar não só possíveis perdas para o setor financeiro que podem ocorrer a partir da medida, mas até uma ameaça ao PIX – que já é alvo do governo Trump. A acusação é de que o meio de pagamento pode facilitar uso de recursos pelas organizações criminosas.
Na prática, a menção ao PIX comunica diretamente com a população, já que o meio de pagamento é o queridinho dos brasileiros. Ao citar riscos ao PIX, o governo também joga na oposição, mais especialmente no pré-candidato Flávio Bolsonaro, a responsabilidade pela nova medida vinda do Departamento de Estado, onde o senador foi recebido na quarta-feira.
Lula conversou nas últimas horas com diversos auxiliares sobre o tema. Além do chanceler Mauro Vieira, discutiu o assunto com Celso Amorim, assessor internacional, com os ministros da Justiça e da Fazenda.
Posição de Lula sobre PCC e CV como terroristas nos EUA deve reforçar impacto econômico e risco ao PIX
