Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,20% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1619. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados.
Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,37%, cotado a US$ 91,82. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 1,22%, cotado a US$ 88,93 o barril.
▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.
▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,30%;
Acumulado do mês: +2,57%;
Acumulado do ano: -5,77%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,21%;
Acumulado do mês: -2,95%;
Acumulado do ano: +4,68%.
Novos embates entre EUA e Irã aumentam cautela
A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA “precisarão responder” ao ataque iraniano.
Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)
O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na “fase final” e poderia levar mais “dois ou três dias”.
O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de “valentão do Oriente Médio” e afirmou que o país agora terá que “pagar o preço” por não ter aceitado um acordo de paz.
Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:
“As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!”
Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.
Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.
Mercados globais
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%.
No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters

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