Dólar inicia a semana de olho em acordo entre EUA e Irã


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (25) de olho no cenário interno e externo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️ No cenário internacional, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã aumentou as expectativas de um possível acordo de paz e da reabertura do Estreito de Ormuz.
Em meio a esse cenário, os preços do petróleo caíam mais de 5% nesta segunda-feira. Por volta das 7h46, o barril do Brent recuava 5,51%, a US$ 94,69, enquanto o WTI dos Estados Unidos caía 5,81%, para US$ 90,99.
▶️ No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz.
▶️ Apesar do avanço nas conversas, os dois lados ainda divergem sobre temas considerados centrais. No domingo, Trump afirmou ter orientado representantes americanos a não acelerarem as negociações neste momento.
▶️ No Brasil, o foco da semana estará na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que deve apontar mais um período de desaceleração econômica. Ainda nos próximos dias, o IPCA-15 deve trazer pistas sobre a inflação de maio.
▶️ Já no campo político, o Congresso deve manter o foco em duas PECs de grande repercussão: na Câmara, a atenção se concentra na PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6×1. Já no Senado, segue no radar a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,77%;
Acumulado do mês: +1,54%;
Acumulado do ano: -8,39%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,61%;
Acumulado do mês: -5,93%;
Acumulado do ano: +9,36%.
Guerra no Oriente Médio
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira diante do impasse entre EUA e Irã nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio, embora novas declarações tenham renovado a expectativa de avanço nas conversas.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que houve “algum progresso” nas negociações, mas reconheceu que ainda não há acordo.
Segundo ele, o governo de Donald Trump prefere uma solução diplomática, embora mantenha outras alternativas caso as conversas fracassem. O principal impasse continua sendo o programa nuclear iraniano e a situação do Estreito de Ormuz.
Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou que ainda vê “50% de chance” de um acordo entre EUA e Irã, mas alertou que o Irã pode acabar dificultando as negociações ao endurecer sua posição. Segundo ele, a região precisa de uma solução política para evitar uma nova escalada militar.
Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã informou que 35 embarcações comerciais, incluindo petroleiros e navios de carga, atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização iraniana nas últimas 24 horas.
Nos EUA, o cenário político também aumentou a cautela dos investidores. Parlamentares adiaram uma votação que poderia pressionar Trump a retirar o país da guerra.
Novo presidente do Fed
Em seu discurso de posse nesta sexta-feira, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que pretende conduzir uma agenda “voltada para reformas” à frente do banco central americano.
🔎 Warsh assume o comando do Fed em um momento delicado para a economia dos EUA. Por isso, o mercado acompanha de perto os próximos passos do novo chefe da instituição, já que as decisões sobre os juros americanos influenciam o dólar, as bolsas globais e até a economia brasileira.
Indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, Warsh chega ao cargo após críticas frequentes de Trump à resistência de Powell em cortar os juros.
Apesar disso, analistas veem Warsh como um nome técnico, com histórico de atuação mais rígida no combate à inflação. (leia a análise completa)
Hoje, a principal dúvida do mercado é se o novo presidente manterá juros elevados para controlar a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes mais adiante. A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão inflacionária e tornou mais difícil uma redução dos juros.
Durante a cerimônia de posse na Casa Branca, Trump afirmou que deseja que Warsh atue com “total independência” no comando do Fed.
“Não olhe para mim, não olhe para ninguém, apenas faça o que tem que fazer”, declarou o presidente americano.
Mercados globais
Em Wall Street, as bolsas ainda sustentaram um tom positivo. O S&P 500 fechou em alta de 0,37%, o Dow Jones subiu 0,58% e Nasdaq avançou 0,19%.
Já as bolsas europeias fecharam em alta, com investidores mais otimistas diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã.
O setor de tecnologia liderou os ganhos, impulsionado pelo otimismo com inteligência artificial e pelos resultados da NVIDIA.
Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,22%, aos 10.466 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,15%, aos 24.888 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,37%, aos 8.115 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,70%, aos 49.510 pontos.
Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior.
Mesmo assim, as ações chinesas acumularam a segunda semana seguida de queda, pressionadas pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada pela inteligência artificial (IA).
Na China, o índice de Xangai subiu 0,87%. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, embora ainda tenha fechado a semana em queda de 0,3%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado pelas ações de tecnologia. A Lenovo disparou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.
Dólar opera em alta nesta quarta-feira
Alexander Mils/Pexels

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