
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (7) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,0980. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Os novos dados de emprego dos Estados Unidos são o principal destaque da sessão. O payroll, principal relatório de emprego americano, deve atualizar o desempenho da atividade econômica do país e, consequentemente, trazer sinais sobre quais tendem a ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na condução dos juros.
▶️ No exterior, o conflito no Oriente Médio segue no radar. Apesar das indicações recentes sobre as negociações entre os EUA e o Irã, a notícia de que o parlamento iraniano estuda proibir a entrada de embarcações americanas, israelenses e de outros países considerados hostis volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região.
Em meio às incertezas sobre a reabertura total do canal, o petróleo tinha volatilidade nesta sexta. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,91%, cotado a US$ 81,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha queda de 0,83% no mesmo horário, a US$ 76,65 o barril.
▶️No Brasil, investidores repercutem os resultados da Petrobras. Na véspera, a companhia reportou um aumento de 96,8% no lucro do segundo trimestre, para R$ 52,4 bilhões. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção, pelas maiores exportações de petróleo e pela forte alta das cotações internacionais da commodity. Outros resultados corporativos também ficam no radar.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +1,15%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: -6,57%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -0,15%;
Acumulado do mês: -0,15%;
Acumulado do ano: +10,30%.
Conflito no Oriente Médio
O Irã disse, nesta quarta-feira (5), que chegou a um acordo com o Omã sobre a divisão e administração do Estreito de Ormuz e a rota de passagem de navios. Segundo o ministério de Relações Exteriores do país, os negociadores das duas partes estão finalizando os detalhes da administração conjunta da passagem e do controle do tráfego de embarcações.
“As coordenadas geográficas da rota proposta pelos dois países já foram definidas. Se não houver interferência de terceiros, a declaração conjunta, que reunirá os principais pontos de consenso e as considerações acordadas, também está em fase final de revisão e redação”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.
Baghaei acrescentou, porém, que um eventual acordo entre Irã e Omã não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança na passagem marítima. O impasse segue ligado ao bloqueio americano a portos iranianos e à oposição dos Estados Unidos a pedágios ou autorizações iranianas.
A proposta prevê um novo arranjo para o trânsito de navios, diferente das rotas usadas antes da guerra. As embarcações vão entrar no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano para, depois, sair por uma passagem controlada por Omã.
O Omã também propôs um mecanismo regional de gestão conjunta, com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir segurança, proteção ambiental e serviços de resgate.
Na mesma fala, o chanceler também negou que o Irã tivesse sessões de negociação com os Estados Unidos. A fala contraria as declarações mais recentes do governo de Donald Trump, que na última terça-feira (4) disse que há avanços nas tratativas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mas ainda não há acordo fechado.
Em meio às incertezas, o petróleo operava em alta nesta quinta-feira.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações da China fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que dados.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,6%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 4,58%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

