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A Auditoria Interna (Audit) do Banco Central (BC) recebeu, em 23 de junho, a certificação internacional de qualidade (Quality Assessment – QA), concedida pelo Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil). O reconhecimento atesta a conformidade da atividade com as Normas Globais de Auditoria Interna e com as melhores práticas internacionais.
O BC foi a primeira instituição do setor público brasileiro a obter essa certificação, em 2019. O marco posicionou a Audit em nível comparável ao de instituições internacionais.
Com o vencimento da certificação anterior, em 2024, a Audit optou por postergar a recertificação por um ano – comunicada à Diretoria Colegiada com objetivo de avaliar com maior rigor a aderência ao novo arcabouço internacional de auditoria interna (International Professional Practices Framework – IPPF 2024). A iniciativa reforça o compromisso com padrões cada vez mais elevados e com a melhoria contínua.
O processo de avaliação ocorreu em duas etapas: a fase preliminar, em setembro de 2025, e a avaliação final, entre março e abril de 2026, conduzidas por avaliadores do IIA Brasil. Foram analisados documentos, realizadas entrevistas com a alta administração e com a equipe, aplicados questionários e revisados trabalhos de auditoria, com base nas Normas Globais de Auditoria Interna.
A certificação representa o mais alto nível de reconhecimento internacional em auditoria interna, evidenciando conformidade com padrões globais, excelência técnica e atuação independente orientada a riscos.
No BC, o reconhecimento tem caráter institucional e reforça a solidez da governança, dos controles internos e da gestão de riscos – elementos essenciais para o cumprimento da missão da Instituição e para a manutenção da confiança da sociedade.
Na administração pública, esse tipo de certificação ganha relevância adicional, ao destacar o papel da auditoria interna na promoção da transparência, da accountability e da integridade, especialmente em organizações com elevado impacto sistêmico.
A conquista reflete a evolução da Audit, que ao longo do tempo deixou de atuar apenas na verificação de conformidade para assumir uma posição estratégica, com foco em riscos, uso de tecnologia, análise de dados e geração de valor para a organização.
A cerimônia de entrega ocorreu no Auditório Denio Nogueira, com a presença do Presidente do BC, Gabriel Galípolo; do Auditor-Chefe, Carlos Eduardo Gomes; do Chief Staff Officer (CSO) do IIA Brasil, Luís Arthur Martins; e de dirigentes e servidores.
“A Auditoria é mais do que parceira da diretoria: contribui para todo o Banco Central, especialmente em um momento desafiador. O reconhecimento recente reforça uma cultura permanente de melhoria contínua, de questionar processos e buscar referências cada vez mais elevadas, sem acomodação. Esse espírito faz parte do DNA do Banco Central, e a Audit tem papel central para mantê-lo vivo”, afirma Gabriel Galípolo, Presidente do BC.
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