China anuncia negociação com EUA para reduzir tarifas


O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026.
Evan Vucci / Pool / AFP
A China concordou em trabalhar com os Estados Unidos para reduzir tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em produtos de ambos os lados, segundo comunicado do governo chinês divulgado nesta quarta-feira (20), poucos dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim.
As duas maiores economias do mundo passaram boa parte de 2025 envolvidas em uma intensa guerra comercial, até que Trump e Xi Jinping firmaram uma trégua de um ano durante um encontro na Coreia do Sul, em outubro.
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Como resultado da reunião da semana passada, os países criaram um conselho comercial no qual “as partes concordaram, em princípio, em discutir um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de valor equivalente”, segundo o comunicado do Ministério do Comércio da China.
Os cortes tarifários previstos devem atingir mercadorias avaliadas em “US$ 30 mil ou mais para cada parte”, acrescenta o documento publicado na internet e atribuído a um funcionário que não foi identificado.
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A China afirmou esperar que “a parte americana cumpra o compromisso” assumido na recente rodada de negociações e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado.
O Ministério do Comércio também informou que o país vai restabelecer os registros de alguns exportadores de carne bovina dos Estados Unidos, que haviam expirado no ano passado, no momento de maior tensão com Washington.
Ao confirmar outro resultado do encontro entre Xi e Trump, o ministério afirmou que a China comprará 200 aeronaves da Boeing, sem detalhar os modelos.
Nos últimos meses, a imprensa americana noticiou que Pequim estava prestes a fazer um grande pedido à Boeing, que poderia incluir até 500 aviões 737 MAX, além de quase 100 unidades dos modelos 787 Dreamliner e 777.
Sobre as terras raras — setor estratégico dominado pela China e alvo de restrições às exportações no ano passado — o comunicado não trouxe detalhes adicionais.
“As partes trabalharão juntas para estudar e resolver preocupações legítimas e legais de ambos os lados”, afirmou o texto.

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