Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número ‘relevante’ de estados, diz secretário da Fazenda


A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle
A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle
Um número significativo de estados aceitou a proposta do governo federal para apoiar medidas de contenção dos preços do diesel, afirmou nesta sexta-feira (27) o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa sobre a 52ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e a 200ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo (SP), para discutir medidas voltadas ao setor.
A proposta do governo federal de subvenção aos importadores de diesel prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro do combustível importado, válido até o fim de maio. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o valor será dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 de cada lado.
“Um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”, disse.
Os estados que ainda não se posicionaram terão até a próxima segunda-feira (30) para enviar um parecer final. De acordo com Ceron, a expectativa é que a medida seja publicado entre segunda e terça-feira da próxima semana.
Segundo o secretário, a iniciativa faz parte de um pacote de ações para mitigar os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao custo do combustível.
“O nosso mandato é agir o mais rápido possível para mitigar esses efeitos sobre a economia e sobre os setores mais atingidos”, afirmou.
Ceron também destacou que o aumento do diesel tem efeito em cadeia. “Afeta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a produção, inclusive alimentos, atingindo toda a sociedade brasileira”, disse.
De acordo com ele, o governo já adotou medidas como a zeragem de tributos federais e a concessão de subsídios para evitar o repasse integral dos preços ao consumidor final.
Ainda assim, Ceron ressaltou a necessidade de novas ações, principalmente diante da dependência externa do combustível. “O Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel que consome, e isso traz uma preocupação adicional em momentos de instabilidade internacional”, explicou.
A proposta em discussão prevê um esforço conjunto entre União e estados para apoiar a importação de diesel e reduzir pressões sobre os preços internos.
“Não se trata de mexer na estrutura tributária dos estados, mas de uma medida de cooperação para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros”, afirmou.
Segundo Ceron, a articulação com os governos estaduais é essencial para garantir o abastecimento e evitar oscilações mais intensas nos preços. “O objetivo é impedir que esse choque acabe sendo totalmente repassado à ponta, preservando a atividade econômica e o poder de compra da população”.

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