
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central na liquidação do banco Master, que ele classificou como a “maior fraude bancária” do país.
Ele afirmou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que determinou liquidação em novembro da instituição financeira após investigadores descobrirem negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões.
“Tenho falado com o presidente do BC [Gabriel Galípolo] quase que diariamente, dando todo respaldo da Fazenda. Falei com o presidente do TCU [Tribunal de Contas da União] algumas vezes ao telefone. Penso que houve uma convergência como ajudar, fazer o melhor, apurar responsabilidades, eventualmente ressarcimento dos prejuízos”, disse Haddad a jornalistas.
Nesta semana, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC, para “encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questiona a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências”. Segundo ele, o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master.
“Penso que as coisas vão caminhar para o lado certo. Estamos diante da maior traude bancária do páis, temos que tomar as medidas dentro das formalidades, mas sendo bastante firmes do que tem de ser defendido pelo serviço público”, acrescentou Haddad.
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O BC apontou irregularidades em operações do Master com o Banco de Brasília e declarou que a liquidação era indispensável para proteger o sistema financeiro e a poupança popular.
A liquidação foi decretada em novembro do ano passado.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende tributação maior das bets no Brasil.
Reuters via BBC
– Esta reportagem está em atualização
Master: Haddad defende atuação do BC e diz que país está diante da ‘maior fraude bancária’ da história
