Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiram para 436% ao ano em fevereiro, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30).
Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar de setembro está 30 vezes acima da taxa básica da economia, que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado.
De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro. Com juros elevados, taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Alta no endividamento
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país, e que essa modalidade que responde por boa parte do endividamento. Os dados se referem a janeiro deste ano.
Segundo ele, as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e que isso deveria ser alvo de uma discussão estrutural.
“Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele”, disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Juro do cartão de crédito soma 436% ao ano em fevereiro; mais de 40 milhões de pessoas estão no rotativo
