Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master

A investigação interna aberta no Banco Central para apurar possíveis falhas no caso do Banco Master tem foco nas medidas tomadas pelo órgão a partir de 2019. Ou seja, o foco está nas ações durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do órgão.
O foco da auditoria, segundo fontes ouvidas pelo blog, se inicia desde a autorização do BC para transferência do controle do banco Máxima para o Master e a consolidação do processo, que levou cerca de dois anos, mas segue até os problemas de liquidez identificados pelo BC ainda em 2024.
Desde a abertura da auditoria interna, Paulo Sergio Neves de Souza, que chefiou a diretoria de Fiscalização desde 2017, mas atualmente comandava o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline de Souza, também do Desup, entregaram os cargos.
A informação do pedido de abertura da auditoria ainda em dezembro pela gestão de Gabriel Galípolo foi antecipada pelo Jornal O Globo e confirmada pelo blog.
A investigação interna responde ao avanço de investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal no caso Master, que trazem fortes indícios de problemas de liquidez e de vendas de carteiras fictícias ainda em 2024. Apesar dos questionamentos das defesas de ex-gestores do banco investigados de que a liquidação foi precipitada, a principal linha de trabalho é a de que existiam elementos para a medida ser tomada antes.
A liquidação de uma instituição financeira é uma medida drástica, mas que poderia ter evitado um rombo financeiro que só ao Fundo Garantidor de Créditos está custando quase R$ 50 bilhões, afora os fundos de pensão e outros investidores não cobertos pela garantia do FGC.

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