Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB em 2026 e nova queda da inflação


Daniel Herrera/Ascom/ARQUIVO
O Ministério da Fazenda não acredita mais em desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano, apesar dos juros altos — a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos.
A informação consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica da pasta, que traz projeções para indicadores econômicos.
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, cujo resultado oficial ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passou de 2,2%, em novembro do ano passado, para 2,3% no documento divulgado nesta sexta. O mercado financeiro projeta uma alta de 2,27% para 2025.
Se confirmado, esse resultado, haverá uma forte desaceleração da economia, que apresentou crescimento de 3,4% em 2024.
Também será a menor taxa de crescimento desde 2020, em meio à pandemia da Covid-19, quando houve uma retração de 3,3% no Produto Interno Bruto.
➡️O Ministério da Fazenda também revisou de 2,4% para 2,3% sua expectativa de crescimento da economia em 2026, ano marcado por eleições presidenciais.
➡️Com isso, prevê estabilidade no ritmo de expansão da economia de 2025 para 2026, ao contrário do mercado financeiro — que projeta uma alta menor para o PIB deste ano: de 1,80%.
“Por setor produtivo, espera-se desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços”, diz a Secretaria de Política Econômica, no Boletim Macrofiscal.
Queda da inflação
O governo também projeta uma nova queda da inflação neste ano. A expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, recue para 3,6% (a mesma projeção de novembro do ano passado).
Em 2025, a inflação somou 4,26%.
O mercado financeiro também estima queda da inflação neste ano, mas para 3,99%.
“A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]”, informou o Ministério da Fazenda.

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