EUA cogitam retirar mais sanções econômicas contra a Venezuela na próxima semana, diz agência


Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, participa de negociações comerciais com a China
Nathan Howard/File Photo/Reuters
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou neste sábado (10) que o país avalia retirar novas sanções econômicas impostas à Venezuela já na próxima semana. A informação é da agência Reuters.
Na semana passada, os EUA promoveram uma operação militar para prender e retirar Nicolás Maduro do poder na Venezuela. Desde então, os americanos retomaram o comércio de petróleo venezuelano, interrompido após a ruptura das relações entre os dois países.
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Agora, Bessent afirma que outras sanções econômicas podem ser retiradas, mas não detalhou quais medidas estariam em análise. Ele disse apenas esperar que empresas americanas possam voltar rapidamente a investir na Venezuela, e que o sistema bancário dos EUA deve garantir essas operações.
Segundo a Reuters, o secretário também deve se reunir com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais com o país sul-americano.
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Controle sobre as receitas
Após a retirada de Maduro, o comércio entre EUA e Venezuela foi retomado. Toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente.
“Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados” , informou o Departamento de Energia dos EUA.
Segundo o órgão, os recursos serão depositados em contras controladas pelos EUA para “garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”, que serão feitos “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”.
Na terça-feira (6), o presidente Donald Trump, afirmou que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano.
As vendas, de acordo com o Departamento de Energia, começam “imediatamente”, e continuarão por tempo indeterminado.
A declaração ocorre apenas alguns dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação.
Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
“O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou.
O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana.
Mais cedo, a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos.
Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro.
Nesta quarta-feira, os EUA apreenderam um petroleiro vazio, de bandeira russa e com ligações à Venezuela, no Oceano Atlântico. A apreensão é parte da estratégia de Trump para controlar o fluxo de petróleo nas Américas e forçar o governo socialista da Venezuela a tornar-se um aliado.
Por que o petróleo da Venezuela é tão importante para os EUA
Interesse dos EUA
No sábado, logo após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias dos EUA.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, declarou.
As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia.
Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente — cerca de 1 milhão de barris por dia — devido às sanções e a problemas de infraestrutura.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou nesta quarta-feira, o governo americano pretende fazer uma reunião com executivos do setor petrolífero ainda nesta semana para tratar sobre o tema.
O presidente dos EUA, Donald Trump.
REUTERS/Evelyn Hockstein

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