
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (18) e recuava 0,41% por volta das 13h02, cotado a R$ 5,2080. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanha as movimentações do mercado.
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▶️ No Brasil, o retorno do feriado ocorre com mercados abrindo apenas após as 13h. Apesar disso, investidores acompanharam a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligada ao conglomerado do Banco Master, após agravamento financeiro e descumprimento de normas segundo o BC.
O FGC informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, somando R$ 4,9 bilhões, e passa a atuar para garantir o ressarcimento conforme as regras vigentes.
▶️ Também devido ao Carnaval, o Boletim Focus será divulgado somente às 14h, seguido às 14h30 pelo fluxo cambial semanal, indicador usado para avaliar a entrada ou saída de dólares e seus possíveis reflexos sobre o comportamento do real.
▶️ Nos Estados Unidos, indicadores econômicos foram divulgados durante a manhã e mostraram ritmo misto: as moradias iniciadas subiram em dezembro, enquanto as permissões também avançaram; já as encomendas de bens duráveis recuaram no período, e a produção manufatureira de janeiro registrou melhora, com a maior alta mensal desde fevereiro de 2025. (veja mais abaixo)
▶️ À tarde, o mercado acompanha a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fomc), que decide os juros nos EUA. O documento pode influenciar as expectativas sobre o ritmo de cortes ou manutenção das taxas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,17%;
Acumulado do mês: -0,35%;
Acumulado do ano: -4,73%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,92%;
Acumulado do mês: +2,81%;
Acumulado do ano: +15,73%.
Agenda econômica
Inflação nos EUA
No exterior, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostrou um crescimento menor do que o esperado em janeiro, em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação da inflação dos aluguéis.
Ainda assim, o indicador mostrou que as famílias americanas continuam a enfrentar custos mais altos com serviços, o que sugere pouca urgência para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) retomar o corte das taxas de juros tão cedo.
O índice subiu 0,2% no mês passado, após um aumento de 0,3% em dezembro. Além de representa uma desaceleração, o resultado também veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa uma nova alta de 0,3%.
O relatório veio na sequência das notícias desta semana sobre uma aceleração no crescimento do emprego em janeiro e uma queda na taxa de desemprego para 4,3%, ante 4,4% em dezembro.
Índice Geral de Preços no Brasil
O IGP-10, índice que mede a variação de preços no Brasil, caiu 0,42% em fevereiro, acima do esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,12%.
A principal razão foi a queda nos preços no atacado, puxada por produtos como soja e minério de ferro, o que ajudou a compensar a alta no custo de vida das famílias.
Com isso, o índice acumula queda de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Já os preços ao consumidor subiram, influenciados principalmente pelos reajustes em educação no início do ano letivo e por aumentos em gasolina, transporte e moradia.
STF e o caso Master
No cenário político, o assunto do dia é a saída do ministro Dias Toffoli das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
Após uma reunião entre os ministros, o caso foi redistribuído por sorteio e passou para o ministro André Mendonça.
A mudança ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli em dados do celular do banqueiro investigado, o que gerou desconforto no tribunal.
Apesar disso, os ministros afirmaram que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli e disseram apoiar pessoalmente o colega. Ele nega qualquer relação financeira com o banqueiro e afirma que não cometeu ilegalidades.
Temporada de balanços
Banco do Brasil
O Banco do Brasil informou na quarta-feira (11), na divulgação de seu balanço financeiro, que uma empresa do segmento atacado deu um calote de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Por causa desse calote, a taxa de inadimplência do banco subiu para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso.
O banco diz que o problema já era conhecido e vinha sendo provisionado há anos, e que a dívida foi repassada a outro credor no início de 2026.
O episódio veio a público junto com a divulgação do balanço do banco, que mostrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, apesar da piora na inadimplência.
Vale
Já a Vale teve prejuízo de US$ 3,8 bilhões no último trimestre de 2025, principalmente por ajustes contábeis ligados ao valor de seus negócios de níquel no Canadá.
Na prática, isso não significa que a empresa vendeu menos: as vendas de minério de ferro e cobre foram boas, e o resultado operacional melhorou.
Sem esses ajustes, a companhia teria registrado lucro no período. No ano inteiro, porém, o lucro caiu em relação a 2024.
Bolsas globais
Em Wall Street, os três principais índices fecharam em alta, conforme investidores avaliavam os novos dados de inflação ao consumidor.
O Dow Jones subiu 0,10%, enquanto o S&P 500 avançou 0,05% e o Nasdaq teve queda de 0,22%.
Do outro lado do Atlântico, a maioria dos índices europeus caíram nesta sexta-feira, conforme investidores seguiam cautelosos em relação ao setor de tecnologia.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,13%, aos 617,7 pontos. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,25%, enquanto o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,42%. O CAC-40, da França, teve perdas de 0,35%.
Na Ásia, as bolsas também fecharam em queda, em um dia de pouco movimento por causa do feriado do Ano Novo Lunar na China e da preocupação com a inflação nos Estados Unidos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,72%. Na China continental, o índice de Xangai recuou 1,26% e o CSI300 caiu 1,25%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,21%. Em Seul, o Kospi caiu 0,28%.
Em Cingapura, o Straits Times recuou 1,65%, e na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,39%. Taiwan não teve negociação.
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais
Jornal Nacional/ Reprodução

