
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (25) em queda, recuando 0,64% na abertura, aos R$ 5,2207. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Os preços do petróleo caem mais de 5% nesta quarta-feira, diante de sinais de possível redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas negociações e o adiamento de um prazo relacionado a usinas iranianas aumentaram a expectativa de que o conflito possa perder intensidade.
🔎 O barril do petróleo Brent recuava 5,2% por volta das 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 94,97 por barril — abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o petróleo de referência nos EUA, o West Texas Intermediate (WTI) caía 5,3%, para US$ 87,44.
▶️ No Brasil, em meio às oscilações do petróleo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo apresentou aos Estados uma alternativa para reduzir o preço do diesel.
Em vez de cortar diretamente o ICMS, a proposta prevê um subsídio a empresas que importam o combustível, com a União assumindo metade do custo da medida.
▶️ No cenário político, pesquisa divulgada pela AtlasIntel mostrou que 53,5% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45,9% dizem aprovar a gestão.
O levantamento também simulou um eventual segundo turno nas eleições presidenciais. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro teria 47,6% das intenções de voto, ante 46,6% do presidente Lula.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,29%;
Acumulado do mês: +2,07%;
Acumulado do ano: -4,53%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +3,24%;
Acumulado do mês: -3,63%;
Acumulado do ano: +12,91%.
EUA enviam ao Irã proposta de plano de paz
Os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo reportagem publicada pelo “The New York Times” na terça-feira (24).
De acordo com o jornal, o plano tem 15 pontos e trata de temas como o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos. A proposta teria sido encaminhada a Teerã por meio do Paquistão.
Ainda não está claro se Israel participou da elaboração do plano ou se concorda com seus termos. Também não há confirmação sobre a disposição das autoridades iranianas em aceitar a proposta.
A emissora israelense Channel 12 informou ter tido acesso ao documento e afirmou que as conversas incluem a possibilidade de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações entre as partes.
Desde antes do início da guerra, os EUA defendem que o Irã limite o enriquecimento de urânio, etapa do processo nuclear que pode ser usada para produzir combustível, mas também para desenvolver armas. Washington também quer que Teerã reduza o alcance de seus mísseis, para diminuir possíveis ameaças a países aliados.
Autoridades iranianas e paquistanesas disseram nesta quarta-feira às agências Reuters e Associated Press que o Paquistão repassou ao Irã uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos EUA.
Uma autoridade iraniana de alto escalão confirmou à Reuters que o país recebeu a proposta por meio do governo paquistanês, mas não deu detalhes sobre o conteúdo nem confirmou se o documento corresponde ao plano de 15 pontos mencionado pela imprensa americana.
Já autoridades do Paquistão disseram à Associated Press que o plano elaborado pelos EUA foi entregue ao Irã por intermediários.
Petróleo recua
Os preços do petróleo recuam mais de 5% nesta quarta-feira, enquanto as bolsas globais registram alta, em meio a sinais de possível redução das tensões na guerra envolvendo o Irã. Investidores acompanham as negociações entre o país e os EUA, que alimentam expectativas de que o conflito possa perder intensidade.
Com a expectativa de uma redução das tensões, o petróleo voltou a cair.
Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent recuava 5,2%, para US$ 94,97, abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,3%, para US$ 87,44.
Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas conversas com Teerã nesta semana ajudaram a reforçar esse cenário.
Também contribui para esse movimento a decisão de adiar, na segunda-feira, o prazo para uma possível ação contra usinas de energia iranianas, anunciada após a reabertura do Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima usada para transportar grandes volumes de petróleo e gás natural liquefeito. Por isso, qualquer mudança na situação da região costuma afetar os preços dessas commodities, que vêm registrando fortes oscilações nos últimos dias.
Apesar desse movimento, o governo iraniano negou que negociações estejam em andamento, enquanto ataques no Oriente Médio continuam sendo registrados.
O Paquistão, por sua vez, se ofereceu para sediar eventuais conversas entre Washington e Teerã. Ao mesmo tempo, os EUA preveem enviar pelo menos mais mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para a região nos próximos dias.
Mercados globais
Em Wall Street, as bolsas fecharam em queda diante das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio e a possibilidade de acordo envolvendo os EUA.
No fechamento do pregão, o Dow Jones teve queda de 0,18%, aos 46.124,06 pontos. O S&P 500 recuou 0,37%, aos 6.556,37 pontos, já a Nasdaq teve baixa 0,84%, aos 21.761,89 pontos.
Na Europa, os mercados encerraram o pregão desta terça-feira com desempenho predominantemente positivo.
O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,46%, encerrando aos 579,44 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o DAX registrou leve variação negativa de 0,07%, aos 22.636,91 pontos.
Já o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,72%, para 9.965,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,23%, fechando aos 7.743,92 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após Donald Trump adiar a ameaça de ataque ao Irã, o que trouxe um alívio momentâneo aos mercados. Ainda assim, o clima segue cauteloso, já que Teerã negou qualquer negociação.
Depois das fortes quedas do dia anterior, os índices recuperaram parte das perdas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,79%. Em Xangai, o SSEC avançou 1,78%, enquanto o CSI300 ganhou 1,28%.
No Japão, o Nikkei teve alta de 1,4%, e, na Coreia do Sul, o Kospi subiu 2,74%. Em outros mercados, o índice de Taiwan caiu 0,34%, enquanto Cingapura avançou 0,44%, e Sydney teve leve alta de 0,16%.
Entre os setores, bancos e empresas de materiais lideraram os ganhos, enquanto energia recuou. O movimento reflete um alívio técnico após a queda recente, mas com incertezas ainda no radar dos investidores.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters

