
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22) que dará início a uma campanha para promoção da imagem do Brasil na Europa, com o objetivo de mostrar que o país não é um “bicho-papão”.
Na prática, Viana afirmou que fará viagens de sensibilização com o objetivo de alcançar empresários europeus.
A iniciativa ocorre em meio à decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia à Justiça, que ficará responsável por analisar a legalidade do documento.
Nesse contexto, Jorge Viana afirmou também ter conversado nesta quarta-feira (21) com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a possibilidade de uma visita ao Parlamento Europeu.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo Viana, Alcolumbre concordou com a proposta, que deve se estender também às casas legislativas dos países que integram o Mercosul.
No âmbito interno, Alcolumbre teria sinalizado que a aprovação do acordo será tratada como prioridade na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional.
‘Manobra política’
Viana classificou a decisão dos parlamentares europeus como uma “manobra política”, embora tenha ressaltado que se trata de um movimento legítimo dentro do processo democrático.
“Lá no Parlamento Europeu foi, no fundo, uma manobra política dos que eram contra. Tentaram uma vez, tentaram outra e agora conseguiram, com números muito pequenos de diferença, em uma operação que faz parte do jogo da política”, afirmou durante entrevista coletiva a jornalistas em Brasília.
“Tem que respeitar isso. Mas nós vamos fazer a nossa parte”, completou Viana, destacando que a estratégia será apostar no diálogo, nos moldes do que foi feito durante o episódio do “tarifaço”.
Questionado sobre a possibilidade de o acordo entrar em vigor ainda em 2026, mesmo que de forma provisória, Viana disse estar “otimista”.
“Essa pergunta é difícil de responder. Eu sou otimista. Acho que vamos encontrar uma solução ainda neste ano. Mas se ele vai entrar em vigor de maneira precária, não podemos afirmar. Há quem defenda isso, mas também existe o argumento de que poderia gerar insegurança jurídica e ações judiciais”, explicou.
Agricultores europeus comemoram em Estrasburgo, na França, a decisão do Parlamento Europeu de levar acordo comercial UE-Mercosul à Justiça, no dia 21 de janeiro de 2026
Yves Herman/Reuters
Com foco no acordo Mercosul-UE, Apex reforçará promoção do Brasil na Europa: ‘Vamos mostrar que país não é bicho-papão’
