A Dolce & Gabbana anunciou na sexta-feira que seu cofundador Stefano Gabbana deixou seus cargos na grife italiana e em sua holding controladora a partir de 1º de janeiro, confirmando relatos anteriores de que ele renunciou ao cargo de presidente.
“As renúncias não têm impacto sobre as atividades criativas realizadas para o grupo por Stefano Gabbana”, disse o grupo em um comunicado.
O chefe-executivo Alfonso Dolce, irmão do cofundador Domenico Dolce, foi nomeado o novo presidente, de acordo com um registro da empresa na Câmara de Comércio de Milão.
Gabbana, de 63 anos, fez sua habitual reverência no último desfile da grife em fevereiro, ladeado por Dolce, com a musa de longa data dos estilistas, a superestrela pop Madonna, como convidada na primeira fila.
A notícia de sua saída foi relatada pela primeira vez pela Bloomberg, que disse que Gabbana também estava considerando opções para sua participação de cerca de 40% na empresa antes das negociações de dívidas com os bancos.
Os credores da Dolce & Gabbana estão buscando uma injeção de até 150 milhões de euros em novos recursos como parte de um refinanciamento mais amplo da dívida de 450 milhões de euros (US$525,7 milhões), informou a Bloomberg, citando fontes.
A empresa, assessorada pelo Rothschild, está explorando maneiras de levantar dinheiro novo, incluindo a venda de ativos, como imóveis e a renovação de licenças, disse uma fonte próxima ao assunto, confirmando reportagem da Bloomberg.
A Dolce & Gabbana não quis comentar, pois “as negociações com os bancos ainda estão em andamento”.
Cofundador e presidente da Dolce & Gabbana renuncia ao cargo
