
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (10). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ Investidores acompanham a nova alta do petróleo, em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. No final de semana, o Irã divulgou uma extensa lista de exigências aos Estados Unidos para permitir a volta do tráfego de navios pelo canal, levantando preocupações sobre sua força de barganha no conflito. Um acordo entre Irã e Omã também fica no radar.
Com isso, os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,17%, cotado a US$ 84,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,23% no mesmo horário, a US$ 79,14 o barril.
▶️ Na agenda econômica, novos dados de inflação do Brasil e dos EUA ficam no centro das atenções. Após os dados de emprego americano virem abaixo do esperado na sexta-feira, o indicador de preços deve dar novos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros. Por aqui, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetáira (Copom) do Banco Central também fica no radar.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,27%;
Acumulado do mês: +0,27%;
Acumulado do ano: -7,38%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -3,08%;
Acumulado do mês: -3,08%;
Acumulado do ano: +7,07%.
Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo
As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, seguem na mira dos investidores.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
No final de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do canal, alertando que os EUA precisarão cumprir com as demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano “The New York Times” (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão:
a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
o pagamento de indenizações de guerra;
a liberação de ativos iranianos congelados;
o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
o encerramento das ameaças contra o país.
O ministro de relações exteriores iraniano, Abbas Araqchi, também afirmou que o Irã e o Omã estavam “muito perto” de um novo acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.
“Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”
Na última semana, no entanto, o presidente americano, Donald Trump já havia afirmado que o Irã deveria escolher entre um “acordo” ou a “rendição total” da guerra. Em outro momentos, o presidente americano também já disse que o bloqueio naval só seria suspenso mediante um acordo com Teerã.
Além disso, autoridades americanas também já haviam afirmado anteriormente que o Irã só teria acesso aos ativos congelados caso se comprometesse em abrir mão do urânio enriquecido.
Entre as demais demandas do governo americano estão o abandono do programa de armas nucleares iraniano e a garantia de segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
As desavenças entre os dois países voltam a levantar preocupações com a reabertura do canal e, consequentemente, com os impactos na oferta global de petróleo e nos preços de energia.
Bolsas globais
Na Ásia, a maioria das bolsas de valores da região fechou em alta nesta segunda-feira, conforme investidores avaliavam novos dados de produção industrial da China e a notícia de que o BC chinês se comprometeu, em seu plano quinquenal, a manter a taxa de câmbio do iuan basicamente estável, além de ampliar o uso da moeda no comércio e nos investimentos internacionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,16%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,05% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 2,08%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,65%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

