O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (30) uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para reforçar o capital de giro de quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, Gol e Latam. Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), poderão ser utilizados até dezembro de 2026.
A medida busca dar liquidez às empresas diante da forte alta nos custos do combustível de aviação, que quase dobrou entre abril e maio deste ano em consequência da escalada da guerra no Oriente Médio.
A linha de financiamento é destinada às empresas de transporte aéreo regular doméstico e tem como objetivo preservar a sustentabilidade financeira do setor, evitando a redução da malha aérea, a suspensão de rotas e impactos sobre empregos e o transporte de passageiros.
Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os recursos ajudarão empresas estratégicas para a economia brasileira. “Os recursos vão apoiar as empresas que desempenham papel importante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações e da oferta de transporte aéreo à população, para a manutenção de empregos e para mitigação da redução na malha ou descontinuidade de rotas. São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio”, afirmou.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse que a iniciativa fortalece a sustentabilidade financeira das companhias e destacou a importância da aviação para um país com as dimensões do Brasil. Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou que o apoio é compatível com a relevância do setor para a economia. “A aviação integra o país, gera emprego e ajuda o turismo a bater recorde. Cada novo destino nacional e internacional volta em turismo, PIB, desenvolvimento e emprego”, disse.
O uso de recursos do FNAC para apoiar financeiramente empresas aéreas foi autorizado pela Lei nº 14.978, de setembro de 2024, após os impactos provocados pela pandemia de Covid-19 sobre o setor. Em abril deste ano, a Medida Provisória nº 1.349 definiu as regras para a concessão de empréstimos voltados ao capital de giro, com o objetivo de reduzir os efeitos do aumento dos custos operacionais, especialmente da elevação dos preços dos combustíveis.
BNDES aprova crédito de R$ 8 bilhões para Azul, Gol, Latam e Abaeté
