
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta e marcava um avanço de 0,71% perto das 9h, cotado a R$ 5,1779. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.
Em meio a esse cenário, os preços do petróleo vivem mais um dia de queda nesta terça-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,13%, a US$ 77,80. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA tinha um recuo de 0,08%, para US$ 73,80.
▶️ No Brasil, o destaque fica com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio.
▶️No mercado acionário, as bolsas globais passam por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,46%;
Acumulado do mês: +1,96%;
Acumulado do ano: -6,33%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,21%;
Acumulado do mês: –1,97%;
Acumulado do ano: +5,73%.
Negociações entre EUA e Irã avançam
As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo. Acompanhe todos os desdobramentos.
Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos.
Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação.
Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi “concluída com sucesso” na Suíça:
“As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas”.
“Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias”, afirmou JD Vance.
Os estragos da guerra
A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.
Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.
Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.
Veja na reportagem abaixo:
Mercados globais
Na Europa, os principais índices acionários tinham perdas nesta manhã, com destaque para o DAX, da Alemanha, que recuava 0,99% perto das 9h. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,48% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,62%.
Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar.
Jornal Nacional/ Reprodução

