
Gustavo Petro
REUTERS/Luisa Gonzalez
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia acusou neste sábado o Equador de “interferência deliberada” na eleição presidencial colombiana de domingo, depois que o presidente do Equador concordou em suspender tarifas comerciais em uma conversa com um candidato presidencial.
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O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse na sexta-feira que seu país removeria as tarifas bilaterais em 1º de junho, depois de chegar a um acordo com o candidato presidencial colombiano de direita Abelardo De La Espriella, opositor do governo de Gustavo Petro.
Petro não pode se reeleger para um segundo mandato consecutivo. Ele apoia Iván Cepeda, de esquerda, como sucessor.
Noboa disse no X que a medida seria tomada depois de “confirmar a disposição (de De La Espriella) de promover uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo”. Ele também disse que eles haviam concordado com a entrega de criminosos equatorianos que estão na Colômbia.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeita “a apresentação enganosa da decisão de remover as tarifas como uma medida de boa fé do governo equatoriano”, disse a pasta em nota, embora tenha acrescentado que removeria as medidas adotadas para mitigar as tarifas do Equador.
Agora no g1
O gabinete de Noboa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Os dois países estão envolvidos há meses em uma disputa comercial, com o Equador cobrando tarifas devido ao fracasso da Colômbia em combater o tráfico de drogas ao longo da fronteira de 586km entre os dois países, uma afirmação que o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou.
De La Espriella, um candidato independente, enfrentará o aliado de Petro, Ivan Cepeda, e a senadora de direita Paloma Valencia, entre outros, na eleição de domingo.
Abelardo de la Espriella
REUTERS/Nathalia Angarita
Colômbia acusa Equador de ‘interferência deliberada’ na eleição presidencial em meio a disputa tarifária
