Dólar inicia o dia em alta com foco no Oriente Médio e no PIB do Brasil


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (29) em alta, avançando 0,36% na abertura, negociado a R$ 5,0501. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No cenário internacional, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã para consolidar um acordo de paz. Os países concordaram em ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz. O avanço das tratativas ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump, o que mantém os investidores em compasso de espera.
Em meio à expectativa por um acordo, os preços do petróleo recuam nesta manhã. O Brent para julho caía 1,91%, cotado a US$ 91,94 o barril. Já em Nova York, o petróleo WTI para entrega em julho recuava 2,14%, negociado a US$ 87,00 por barril.
▶️ No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE. Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,3 trilhões no período.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,07%;
Acumulado do mês: +1,61%;
Acumulado do ano: -8,33%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,64%;
Acumulado do mês: -6,53%;
Acumulado do ano: +8,66%.
Sinais mistos vindos do Oriente Médio
As indicações, no final da manhã desta quinta-feira, de que os negociadores dos EUA e do Irã haviam chegado a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as tratativas sobre o programa nuclear iraniano foram bem recebidas pelo mercado financeiros nesta quinta-feira.
O acordo, no entanto, ainda dependia da aprovação final do presidente americano, Donald Trump, e representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. As informações foram divulgadas pelo site de notícias Axios.
Esse acordo, no entanto, ainda não é final — para isso, a expectativa é que hajam negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio.
Apesar do avanço, no entanto, as tensões se intensificaram após ataques militares de ambas as partes. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes.
Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”.
🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.
Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região.
Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã.
A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas.
Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão.
O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia.
Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.
Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.
Mercados globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street tiveram alta, enquanto investidores avaliavam novos dados de inflação nos EUA e acompanhavam as negociações entre EUA e Irã.
A inflação americana acelerou em abril e teve o maior aumento em três anos, segundo o índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
A alta foi puxada principalmente pelo aumento nos preços da energia em meio à guerra com o Irã, reforçando a expectativa de que os juros nos EUA devam permanecer altos até o próximo ano.
O índice Dow Jones subiu 0,05%, enquanto o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,91%.
Na Europa, as bolsas fecharam em queda nesta quinta-feira, mesmo após os sinais positivos vindos do Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,5%, aos 625,11 pontos.
Já entre os principais índices da região, o Financial Times de Londres, recuou 0,75%, enquanto o DAX, de Frankfurt, teve perdas de 0,34%. O FTSE/Mib de Milão, foi na contramão e subiu 0,50%.
As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira após novos ataques dos EUA ao Irã aumentarem a tensão no Oriente Médio e reduzirem o otimismo sobre um possível acordo de paz.
Entre os principais mercados da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu quase 2%, pressionado pelas ações de tecnologia. Na China, o índice de Xangai recuou 0,4% e o CSI 300 perdeu 1,1%.
No Japão, o Nikkei caiu 0,1%, após renovar máximas históricas na sessão anterior. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,1%, com investidores realizando lucros em ações de empresas de chips e inteligência artificial após fortes altas recentes.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,1%, enquanto os futuros do Nifty 50, da Índia, recuavam 0,3%.
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