
Logo da ONU do lado de fora da sede em Nova York
Carlo Allegri/Reuters
A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira (19) sua previsão para o crescimento econômico global, afirmando que a crise no Oriente Médio reacendeu as pressões inflacionárias e elevou a incerteza.
Em comunicado que resume a atualização de meio de ano do relatório “Situação Econômica Mundial e Perspectivas”, a ONU informou que a previsão de crescimento do PIB global em 2026 é de 2,5%, ante estimativa de 3,0% para 2025.
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O número também ficou 0,2 ponto percentual abaixo da projeção divulgada em janeiro e bem inferior às taxas de crescimento registradas antes da pandemia de Covid-19. Para 2027, a projeção é de recuperação modesta, com crescimento de 2,8%.
A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimentos impulsionados pela inteligência artificial deem suporte à atividade econômica. Ainda assim, a redução da projeção reforça o enfraquecimento de um cenário global já moderado.
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Alta no custo de energia
O aumento dos preços da energia gerou ganhos inesperados para o setor, mas ampliou os custos para famílias e empresas, segundo a ONU.
Nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Já nos países em desenvolvimento, a taxa deve avançar de 4,2% para 5,2%.
Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento econômico deve desacelerar de 3,6% para 1,4%, pressionado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo.
Os Estados Unidos, por outro lado, devem seguir relativamente resilientes, com crescimento projetado de 2,0% em 2026, praticamente estável em relação a 2025, sustentado pela forte demanda doméstica e pelos investimentos em tecnologia.
A Europa, por sua vez, está mais vulnerável, já que a dependência de energia importada pressiona famílias e empresas. A ONU projeta desaceleração do crescimento da União Europeia de 1,5% para 1,1% e, no Reino Unido, de 1,4% para 0,7%.
Na China, a diversificação da matriz energética, as amplas reservas estratégicas e o apoio do governo ajudam a reduzir os impactos da crise, embora a projeção de crescimento tenha caído de 5,0% para 4,6%. Na Índia, a expectativa é de desaceleração do crescimento de 7,5% para 6,4%.
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