Pentágono diz que retirar minas do Estreito de Ormuz pode levar até 6 meses, diz jornal


Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos.
AP/Altaf Qadri, Arquivo
Retirar as minas no Estreito de Ormuz poderia levar seis meses, o que teria um impacto no preço dos combustíveis em todo o planeta, considerou o Pentágono durante uma apresentação confidencial no Congresso dos Estados Unidos, informou o jornal Washington Post.
O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início da guerra em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Quase 20% do petróleo e gás consumidos em todo o mundo transitavam por esta via crucial antes do conflito.
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O Washington Post cita três fontes anônimas, segundo as quais “os parlamentares foram informados de que o Irã pode ter instalado 20 minas ou mais no Estreito de Ormuz e em suas imediações”.
Segundo a apresentação de uma fonte do Departamento da Defesa, “algumas foram colocadas na água, à distância, graças à tecnologia GPS”, o que dificulta a detecção. Outras teriam sido instaladas com “embarcações pequenas”.
“Um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz é uma impossibilidade e algo completamente inaceitável”, afirmou um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado enviado à AFP no qual desmente a notícia.
Parnell destacou que a notícia é baseada em uma “sessão confidencial de informações, a portas fechadas” e que vários pontos são “falsos”.
A Guarda Revolucionária do Irã, advertiu em meados de abril sobre uma “zona perigosa” de 1.400 quilômetros quadrados que poderia conter minas.

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