Dólar abre em queda com mercado atento ao ultimato de Trump sobre Ormuz


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (7) em baixa, recuando 0,14% às 9h01, sendo negociado a R$ 5,1390. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A escalada das tensões no Oriente Médio continua repercutindo no cenário internacional. O conflito entra agora em um momento decisivo: termina nesta noite o prazo estabelecido por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
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▶️ Na véspera, Trump afirmou que a reabertura da rota é uma “prioridade muito grande”. A declaração chama atenção porque, anteriormente, o próprio presidente havia indicado que esse ponto não era central nas negociações.
▶️ Diante desse cenário, o preço do petróleo opera em alta nesta terça-feira. Por volta das 8h30, o barril do tipo Brent subia 0,60%, negociado a US$ 110,39 — perto do patamar de US$ 110.
▶️ No Brasil, a alta do petróleo levou o governo a anunciar novas medidas para reduzir os efeitos do encarecimento dos combustíveis. As medidas devem valer ao menos entre abril e maio de 2026.
O plano inclui ações para diminuir as oscilações no preço do diesel e reduzir impactos sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, e o querosene de aviação (QAV). Também estão previstas linhas de crédito para companhias aéreas.
▶️ O custo estimado é de R$ 4 bilhões — sendo R$ 2 bilhões bancados pela União e outros R$ 2 bilhões pelos Estados e pelo Distrito Federal.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,25%;
Acumulado do mês: -0,62%;
Acumulado do ano: -6,24%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,06%;
Acumulado do mês: +0,37%;
Acumulado do ano: +16,78%.
Guerra no Oriente Médio
Após semanas de escalada militar no Oriente Médio, um plano de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, mediado pelo Paquistão, chegou a ser apresentado, segundo agências internacionais.
No entanto, a proposta articulada por EUA e Israel foi rejeitada por Teerã, de acordo com a agência estatal Irna. O governo iraniano, inclusive, apresentou uma contraproposta. O presidente Donald Trump chegou a elogiar a iniciativa, mas afirmou que o texto ainda não é suficiente.
🔎 O plano previa duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz — fechado há mais de um mês —, seguido de negociações para um acordo mais amplo em até 15 a 20 dias.
Também estavam em discussão possíveis concessões do Irã em relação ao programa nuclear, em troca de alívio de sanções.
Segundo a Irna, porém, Teerã prefere negociar o encerramento definitivo do conflito, e não uma trégua temporária que, na avaliação do governo, poderia abrir espaço para novos ataques por parte dos adversários.
Em postagem no domingo (5), líder americano ameaçou atacar pontes e usinas de energia no Irã, se o Estreito de Ormuz não for reaberto até terça-feira.
O Irã reagiu às declarações americanas, classificando-as como agressivas e prometendo retaliação. Enquanto isso, os confrontos continuam na região, com ataques envolvendo também Israel e outros países do Golfo, ampliando o risco de impacto na economia global, especialmente via inflação e energia.
Efeitos no Brasil
Além do diesel, a disparada do petróleo em meio à guerra também pressiona o preço do querosene de aviação, um dos principais custos do setor aéreo.
Para conter o impacto nas passagens — que podem subir até 20% —, governo federal anunciou, nesta segunda-feira, um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta.
💰 As medidas são:
zerar PIS/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível;
prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho;
abrir duas linhas de crédito.
A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas.
Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.
A pressão sobre os preços vem após a Petrobras elevar em mais de 50% o valor do combustível, refletindo a alta do petróleo no cenário internacional em meio à guerra no Oriente Médio.
O setor aéreo alerta para impactos relevantes, enquanto o governo tenta reduzir os efeitos para consumidores.
O governo também anunciou medidas para frear os preços do diesel e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha.
A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual).
Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52.
Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio desse ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.
LEIA MAIS:
Boletim Focus
Analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção de inflação para 2026 pela quarta semana seguida, segundo o Boletim Focus do Banco Central do Brasil (BC).
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,36%, pressionada principalmente pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
Apesar disso, o mercado manteve a expectativa de queda da taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano, com previsão de 12,5% no fim de 2026;
As projeções para o PIB seguem estáveis, com crescimento de 1,85% neste ano;
No câmbio também não mudou, com o dólar estimado em R$ 5,40 ao fim de 2026.
Mercados globais
Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, diante do possível cessar-fogo entre EUA e Irã. O índice Dow Jones subiu 0,35%, enquanto o S&P 500 avançou 0,45% e o Nasdaq teve ganho de 0,54%.
Já as bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda, com investidores acompanhando as tensões entre EUA e Irã, mas dando mais peso à possibilidade de um acordo de paz.
No Japão, o principal índice, o Nikkei, subiu 0,55%, enquanto na Coreia do Sul o KOSPI avançou 1,36%.
Mesmo após novas ameaças do presidente Donald Trump, o mercado reagiu com relativa calma, apostando que negociações podem evitar uma escalada maior do conflito.
Entenda como a perda de valor do dólar pelo mundo tem impacto no Brasil
Jornal Nacional/ Reprodução

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