
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (31) em quda, recuando 0,36% por volta das 9h10, sendo negociado a R$ 5,2290. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No cenário internacional, a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que aceitaria encerrar a guerra no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, segundo o jornal The Wall Street Journal, ajudou a impulsionar os preços do petróleo e trouxe algum alívio às bolsas globais.
Apesar disso, a tensão continua na região. O Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira, mesmo após Trump ter afirmado que os EUA poderiam destruir usinas de energia iranianas caso o país não avance em um acordo de paz.
▶️ Com esse cenário, os preços do petróleo operam em alta. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent subia 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34.
▶️ Ainda nos EUA, investidores aguardam a divulgação do relatório JOLTS, que traz o número de vagas de trabalho abertas no país. A expectativa é de que o indicador mostre cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis em fevereiro.
▶️ No Brasil, a agenda inclui os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A expectativa do mercado é de que tenham sido criadas cerca de 270 mil novas vagas formais de trabalho em fevereiro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,12%;
Acumulado do mês: +2,21%;
Acumulado do ano: -4,39%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,53%;
Acumulado do mês: -3,32%;
Acumulado do ano: +13,27%.
Petróleo perto dos US$ 115
Em mais um dia de alta do petróleo no mercado internacional, o receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo.
Os investidores acompanham sinais contraditórios sobre o rumo do conflito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz — passagem marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico — ou poderá enfrentar ataques a instalações de energia, como poços de petróleo e usinas.
A região é considerada vital para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passa por esse estreito.
Ao mesmo tempo, o Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias negociações para tentar encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os EUA de preparar uma possível ofensiva terrestre, enquanto reforça sua presença militar na região.
Boletim Focus
Analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. A revisão ocorre em meio à alta do preço do petróleo no mercado internacional, que nesta segunda-feira (30) opera acima de US$ 100 por barril.
O avanço da commodity — impulsionado pela guerra no Oriente Médio — pode pressionar a inflação brasileira, principalmente por meio do aumento no custo dos combustíveis.
As projeções constam no boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) com estimativas de mais de 100 instituições financeiras para indicadores da economia.
O mercado passou a prever que a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine o ano em 4,31%. Na semana anterior, a projeção era de 4,17%.
Esse foi o terceiro aumento consecutivo na estimativa para o indicador.
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa Selic em 12,5% ao ano no fim de 2026. Esse cenário pressupõe que os juros comecem a cair ao longo do próximo ano.
Para 2027, a projeção também permaneceu estável: os analistas seguem estimando a Selic em 10,50% ao ano no fim daquele período.
No caso da atividade econômica, houve um ajuste pequeno na estimativa de crescimento do país. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,84% para 1,85% em 2026. Para 2027, a expectativa de expansão da economia foi mantida em 1,8%.
Já para o dólar, o mercado não fez mudanças nas projeções. A estimativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 em R$ 5,40. Para 2027, a previsão também permaneceu estável, em R$ 5,45.
Mercados globais
Investidores continuam atentos ao conflito no Oriente Médio e aos possíveis efeitos sobre a economia global. A principal preocupação é que a guerra provoque uma alta prolongada nos preços da energia, o que tende a pressionar a inflação e pode reduzir o ritmo de crescimento econômico em diversos países.
Apesar desse cenário de cautela, os principais índices de Wall Street, nos EUA, registravam ganhos nesta segunda-feira, após quedas acentuadas na sessão anterior. O Dow Jones subia 0,48%, para 45.382,83 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,32%, a 6.389,31 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 0,19%, para 20.987,88 pontos.
Na sexta-feira passada, porém, as bolsas em Nova York terminaram o dia em queda, e acumularam a quinta semana seguida de perdas — a sequência mais longa em quase quatro anos.
Na Europa, as bolsas europeias fecharam em alta, em sinal de recuperação das fortes perdas da semana passada. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,61%, a 10.127,96 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,88%, a 22. 496,90 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 7.772,45 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,02%, a 43.823,24 pontos.
Na Ásia, por outro lado, os mercados encerraram o pregão sem direção única.
O índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,2%.
Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,8%. Já em Tóquio, o Nikkei registrou queda de 2,8%, encerrando aos 51.885 pontos.
Parte dessas perdas reflete a preocupação crescente no Japão e em outros países asiáticos com o acesso ao Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo.
A região depende fortemente desse caminho para importar energia, e qualquer restrição à passagem de navios pode afetar o abastecimento e pressionar os preços.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

