Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz


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Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão “prontos” para se juntar aos “esforços” para liberar a passagem pelo canal marítimo.
Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. O preço do petróleo disparou após os novos ataques.
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“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, diz a declaração. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”.
A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”.
Estreito de Ormuz
Arte/g1
O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
👉 O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá.
O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.
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‘Não é nossa guerra’
No início da semana, países da Europa haviam rejeitado o pedido de Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz e ajudassem na guerra contra o Irã.
O ministro da Defesa da Alemanha, um dos países que haviam negado o pedido de Trump, disse que não ajudaria porque “esta não é a nossa guerra”.
“O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”, disse o ministro Boris Pistorius

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