
O Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto descartam uma federalização do Banco de Brasília (BRB) ou mesmo o uso de recursos públicos para auxiliar na capitalização do banco controlado pelo governo do Distrito Federal.
Nas últimas semanas, o BRB chegou a procurar diretamente a Caixa Econômica Federal, segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, mas qualquer decisão teria que vir do governo federal, já que a Caixa é 100% estatal.
Outra solução aventada no mercado financeiro seria a entrada do Banco do Brasil no negócio, via federalização, mas o governo também descarta a possibilidade.
Questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o BB negou haver qualquer estudo sobre federalização (leia mais abaixo).
BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master
Integrantes do governo relataram ao blog que o tamanho do rombo no BRB é desconhecido pela Fazenda.
Levantamento
A atual administração do banco reconheceu a necessidade de capitalização acima de R$ 8 bilhões, mas investidores do mercado financeiro já falam em cifras que ultrapassam R$ 15 bilhões.
A credibilidade do banco junto ao mercado financeiro é essencial para que investidores comprem cotas do fundo imobiliário que o BRB tenta viabilizar com imóveis repassado pelo GDF, mas que são tema de polêmica jurídica.
O BRB precisa apresentar, até o fim de março o orçamento de 2025, números que serão dissecados pelo mercado e pelo Banco Central para determinar a viabilidade do banco seguir com liquidez para continuar atuando.
A crise no BRB ficou exposta a partir das investigações da tentativa de compra do Master pelo BRB, negada pelo Banco Central. Há indícios de que o Master vendeu ao BRB R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas ou sem lastro.
Justiça do DF determina suspensão da lei que permite uso de terrenos públicos como garantia para empréstimos do BRB
Jornal Nacional/ Reprodução
Governo federal descarta ajudar BRB em capitalização de recursos
