Dólar abre com inflação no Brasil, dados dos EUA e petróleo no radar


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (12) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA. A previsão é de alta de 0,6% em relação a janeiro. Com isso, o aumento dos preços nos últimos 12 meses deve chegar a 3,77%.
▶️ Nos Estados Unidos, os investidores acompanham novos dados sobre a economia do país. Entre eles estão o resultado da balança comercial e o número de pedidos de seguro-desemprego feitos na última semana, que deve ficar próximo de 215 mil, nível semelhante ao registrado na semana anterior.
▶️ No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a se aproximar da marca de US$ 100 após um ataque a petroleiros em águas do Iraque. O episódio aumentou as preocupações sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento de petróleo no mercado global.
▶️ Diante da tensão, na véspera, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que pretende liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para tentar reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio.
▶️ Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que o mundo deveria se preparar para um petróleo a US$ 200 por barril. A declaração foi feita enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes na quarta-feira, o que elevou as preocupações com um possível choque nos preços da commodity.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,62%;
Acumulado do mês: +0,48%;
Acumulado do ano: -6,01%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,57%;
Acumulado do mês: -2,55%;
Acumulado do ano: +14,18%.
Vai e vem do petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), conforme investidores continuavam a avaliar os reflexos do conflito no Oriente Médio na economia mundial.
As preocupação giram em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região e por onde passam ao menos 20% de todo o comércio global de petróleo. Nesta quarta-feira, o comando militar iraniano alertou que o mundo deve e preparar para que os preços da commodity atinjam os US$ 200 por barril.
Na terça-feira (10), a inteligência dos Estados Unidos identificou que o Irã planeja instalar minas navais no canal. A informação foi publicada pela CBS News, com base em relatos de autoridades americanas.
Além disso, uma nova embarcação foi atingida no entorno do Estreito nesta quarta-feira, marcando o 13º ataque a navios na região.
Com isso, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta quarta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril.
Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando pelo Estreito de Ormuz ou por caminhos alternativos.
Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global.
Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris.
Cenário eleitoral
No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest também ficou no radar. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) lidera em dois dos cenários de 1º turno avaliados, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros cincos.
Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 36% e 39%. Os de Flávio vão de 30% a 35%. Nos dois cenários em que Lula lidera e que Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar a diferença entre eles é de 7 pontos percentuais. A menor diferença entre os dois é de 1 ponto.
Além dos nomes de Lula e Flávio, também foram pesquisados entre os sete cenários os pré-candidatos Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).
A pesquisa também mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto.
Mercados globais
Os mercados financeiros ao redor do mundo operaram com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.
Em Wall Street, investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado.
No fechamento, os três índices tiveram sinais mistos: o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em queda de 0,61% e 0,08%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,08%.
Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria dos índices de ações fecharam em queda. Entre as principais bolsas Velho Continente, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,56%.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,59% no fechamento.
Na Ásia, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos.
No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão.
Notas de dólar.
Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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