Contas do governo têm superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25).
🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.
Com isso, houve uma pequena piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 88,84 bilhões (valor corrigido pela inflação).
O resultado foi favorecido pelo comportamento da arrecadação federal, que foi a maior já registrada em todos os meses desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 32 anos. A alta da receita está relacionada com o crescimento da economia e aumento de impostos.
Meta fiscal em 2026
Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

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