‘O Testamento: O Segredo de Anita Harley’, nova série Original Globoplay, estreia nesta segunda


‘O Testamento: O Segredo de Anita Harley’
Divulgação/Globoplay
Estreia nesta segunda-feira (23) a nova série documental Original Globoplay “O Testamento: O Segredo de Anita Harley”, que investiga a disputa judicial em torno da curatela e da herança de Anita Harley, principal acionista das Casas Pernambucanas.
Com cinco episódios lançados de uma só vez — o primeiro aberto também para não assinantes —, a produção acompanha um dos casos mais complexos e prolongados do Judiciário brasileiro recente.
Desde 2016, quando Anita sofreu um acidente vascular cerebral e entrou em coma, familiares, funcionários e advogados travam uma batalha na Justiça pelo controle de seus cuidados e de um patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão.
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Produzida pelo Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo, a série se debruça sobre versões conflitantes que se acumulam há quase uma década.
A curatela — instrumento legal que designa um responsável para representar civilmente uma pessoa incapaz de gerir a própria vida e bens — tornou-se o centro de um embate que mistura relações pessoais, poder empresarial e interesses financeiros.
De um lado está Cristine Rodrigues, secretária de confiança da empresária e indicada em testamento vital como responsável por seus cuidados. De outro, Sônia Soares, conhecida como Suzuki, funcionária que vivia na mansão de Anita e que se apresenta como companheira da herdeira.
O cenário se amplia com o pedido de Arthur, filho de Suzuki, que obteve o reconhecimento de maternidade socioafetiva com Anita. Advogados, amigos e familiares também aparecem ao longo dos episódios, defendendo interpretações distintas sobre os fatos.
A narrativa combina perfis individuais e uma cronologia não linear para organizar a sucessão de decisões judiciais e reviravoltas.
Cada episódio apresenta um dos personagens centrais: começa com a trajetória de Anita e de sua secretária; avança para a versão de Suzuki; depois aborda Arthur; passa por Daniel Silvestri, advogado de Suzuki que chegou à presidência das Pernambucanas; e, por fim, atualiza a situação atual do caso e os possíveis herdeiros.
Segundo o roteirista Ricardo Calil, a estrutura foi pensada para acrescentar novas camadas a cada capítulo, ampliando a complexidade da disputa. Como o processo segue em andamento, o roteiro precisou ser ajustado até os momentos finais de produção para incorporar os desdobramentos mais recentes.
Com direção de Camila Appel, codireção de Dudu Levy e direção artística de Monica Almeida, a série aposta na humanização dos envolvidos para além do embate jurídico.
A proposta é expor como relações afetivas e disputas por poder se entrelaçam em torno de um império centenário do varejo brasileiro — e de uma herança que permanece indefinida.

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